• Carla Fernandes

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto

Apelidada de Capital do Norte o “Porto é uma Nação” . Para conhecê-lo tem que o sentir.



Os portuenses são apaixonados e apaixonantes. Conhecidos pelo seu carácter forte, entusiasta e honesto, são hospitaleiros e trabalhadores, igualmente alegres e festeiros, pessoas calorosas e sorridentes que recebem de braços abertos.

Todos se sentem em casa no Porto e a cidade sempre ofereceu tudo o que tem.


Os naturais do Porto são orgulhosamente conhecidos como “tripeiros”, reza a lenda que nos primórdios dos descobrimentos, no século XV, os expedicionários levaram toda a carne disponível nas suas embarcações e restaram, apenas, para consumo da cidade, as tripas. Mas como a necessidade aguça o engenho e os tripeiros são “desenrascados”, criaram com a tripas um dos mais deliciosos e conhecidos pratos da cidade: As Tripas à Moda do Porto.


Há quem diga que de “portus cale” derivou o nome do Condado e mais tarde de Portugal, verdade ou não, nenhum portuense duvida que assim foi.


Foi no Porto que nasceu o Infante D. Henrique filho de D.João I e D. Filipa de Lencastre e o maior impulsionador da expansão marítima de Portugal.

Estátua do D. Henrique, junto ao Palácio da Bolsa
Estátua do D. Henrique, junto ao Palácio da Bolsa

O coração

No século XIX, D. Pedro IV doou o seu coração, literalmente, à cidade do Porto em profundo reconhecimento pela dedicação, coragem, sacrifício e esforço dos portuenses durante as lutas liberais. Os tripeiros aguentaram firmes o cerco ao Porto durante mais de 1 ano, com fome, doenças e mortes, mas com coragem e determinação mantiveram-se ao lado de D.Pedro IV e os liberais levaram a melhor e graças à sua valentia a filha de D.Pedro subiu ao trono sendo a nossa Rainha Maria II. Esta, cumprindo a vontade testamental de seu pai mandou acrescentar novos elementos ao brasão da cidade, o título de Invicta (nunca vencida) e mandou que o coração de seu pai fosse depositado na Igreja da Lapa no Porto e o seu corpo sepultado no Brasil.


Assim, a juntar aos epítetos Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal atribuídos por D. Afonso V no século XV, à cidade do Porto, junta-se o título atribuído por D. Maria II, de Invicta.

Já sabe agora, qual a razão do Porto ser Invicta cidade, sempre que vir o brasão da cidade lembre-se que o “Porto é uma Nação” e sempre ao longo da sua existência deu sempre tudo o que de melhor tem.

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